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| A dança mora no DNA das mulheres? |
Parece que sim, tal a facilidade com
que a energia feminina se conecta com a dança. Não
apenas no gestual gracioso das danceterias, mas até
quando estão tristes e dançam sozinhas em casa.
Não raro com uma vassoura enquanto limpam a sala. Não
raro em frente ao espelho, depois que o marido vai para a
rua. Na dança do ventre, modalidade tão essencialmente
feminina, Absoluta buscou alguns fundamentos e depoimentos
pessoais para ilustrar este fascinante eixo da Criação. |
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| Dança do ventre: um contraponto
à desvalorização |
| A professora e pesquisadora Camila Stamado
situa as possíveis origens da dança do ventre,
sua popularização e os resultados práticos
na fisiologia e na paisagem emocional por quais passam as praticantes. |
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De origem remota, a dança do ventre possui inúmeras
versões a respeito de seu aparecimento. Mas sua descendência
de antigos ritos sagrados é indiscutível.A etimologia
da palavra dança provém do sânscrito "tan",
que significa anseio, tensão, representando a celebração
pela vida... Esta que antecede a todas as formas de comunicação
- estando atrás somente da sonoridade -, surgiu para
o homem pré-histórico na necessidade de relacionar-se
com a natureza e com os animais. Tribos primitivas também
a utilizavam como forma de reverenciar seus deuses e ancestrais,
sendo que, de certo modo, também sempre esteve presente
na natureza em ritos de aproximação e acasalamento
entre os animais.Também conhecida por uma forma de " dança
ritualística", talvez a dança do ventre na
sua origem seja a primeira manifestação corporal,
onde o homem use a dança consciente em seu papel sagrado,
visando a integração com seu próprio corpo,
reconhecendo-o como seu templo e principal contato com Deus.A
dança ritualística deixou vestígios em
vários lugares do mundo como nos templos do antigo Egito,
nas ordens secretas das vestais da Grécia e de Roma,
nas práticas e culturas da Índia, assim como diversas
castas herméticas.O vínculo da dança do
ventre com o sagrado se perdeu à medida que a natureza
de seus movimentos foi desvinculada de seu ensinamento, em função
da busca pela propagação fora dos templos. Sua
difusão até hoje se deu principalmente pelos nômades,
tornando-se uma bela performance artística e cultural,
caracterizada por movimentos ondulatórios, isolados,
e de costumes locais, como folclores (Emirados Árabes,
Turquia, Egito, etc.).Os movimentos naturalmente orgânicos
promovem a circulação da energia vital, fazendo
com que o sistema energético ative fluidos e libere hormônios,
como a endorfina, o que ocasiona sensação de bem-estar,
auto-estima e maior sensualidade. Ocorre também o fortalecimento
da musculatura corporal, principalmente em glúteos e
abdome. Mas, em especial, desenvolvem-se os esfíncteres
genitais, garantindo a saúde dos órgãos
femininos e a melhora no empenho e sensação sexual.
A dança do ventre que conhecemos hoje traz, sem dúvida,
inúmeros benefícios terapêuticos, revitalizando
a magia da energia feminina, em contraponto à mulher
em geral tão desvalorizada pelo homem e, sobretudo por
si mesma, pelas influências do cotidiano e, principalmente,
pelo seu desmerecimento como criadora da sociedade e de valores
humanos. |
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Camila Stamado
Professora de Dança do Ventre, Reiki Master e Pesquisadora
sobre técnicas ritualísticas e dançaterapia.
camilastamado@yahoo.com.br
www.camilastamado.com.br
Porto Alegre/RS |
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| Dançar: os passos de uma auto-descoberta |
Toda mulher diante de um espelho pode
dizer a si mesma: seja bem-vinda, você pode, você
consegue. E ali descobrir a dançarina que vive dentro
de si.
A pedagoga Débora Rodrigues dos Santos faz dança
do ventre por prazer e pela possibilidade de buscar no auto-conhecimento
todas suas próprias potencialidades e limitações,
descobrindo a si mesma a cada dia. E deseja compartilhar aqui
seus aprendizados. |
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Muito feliz e grata pela inspiração Divina
que me veio, escrevi esse poema/artigo, contando o que foi
o processo de auto-conhecimento através da dança
em minha vida.
Ao reler cada palavra, me transporto para os dias de ensaios,
aulas, tempos de insegurança, de pensar “será
que consigo?”, e, finalmente, para o dia da minha Iniciação
quando olhei no espelho e disse a mim mesma: “seja bem
vinda, você pode, você consegue.” E ali,
descobri a mulher dançarina que vive dentro de mim.
O meu querer foi tanto que numa noite de sonho (enquanto eu
dormia mesmo), meu corpo foi tomado por uma dançarina.
Quem era ela? Era eu mesma? Não sabia dizer ao certo.
Ela veio pra dentro de mim, tomou conta do meu corpo e, então,
comecei a dançar de uma forma que nunca dancei, que
eu não pensava ser capaz.
Cada pedacinho do meu corpo se soltou, como o de uma boneca
de mola, e tinha vida própria. Cada movimento fluía
com graça e beleza indescritíveis.
Ali, eu conheci o meu arquétipo de dançarina
e a experiência foi, sem sombra de dúvidas, uma
das coisas mais lindas que já aconteceram comigo. Um
sonho, sim... Mas muito real... Algo que pedi e desejei que
acontecesse. Em seguida, logo após esse sonho, meu
corpo se soltou e consegui fazer passos que achava difíceis
e que antes não conseguia fazer.
Então, inspirada também nesse sonho, escrevi
"Dançar", que transcrevo abaixo, sentada
no jardim de casa, sob o sol de inverno, numa manhã
de sábado.
Houve um momento em que meus braços e mãos sentiram-se
solitários. Então, mentalizando a figura arquetípica
de Shiva, pedi ajuda a outros braços e mãos
para que viessem somar à experiência da auto-descoberta
na dança, para que qualquer pessoa que lesse "Dançar"
sentisse toda riqueza dessa energia feminina de poesia e amor,
sensualidade e beleza. Para que ficasse claro que toda mulher,
não importa a idade, tipo físico, habilidade
ou coordenação, TODA mulher tem dentro de si
a possibilidade de viver aquilo que vivi. Está na nossa
doce condição feminina, em nosso DNA, no mais
profundo do nosso SER.
Assim, canalizando essa doce inspiração de “muitos
braços”, segue um tesouro precioso que compartilho
com você, leitora, leitor, aqui e agora:
Dançar
Foi dar vida à uma boneca triste. Foi despir a sua
velha roupa, deixá-la nua por uns tempos, para que
se contemplasse, superasse as sensações de timidez,
baixa estima, medo de ousar, para que ela se apreciasse, reconhecesse
o seu valor, beleza e delicadeza, qualidades únicas
e exclusivas suas.
Dançar foi com o
estar ao sol da manhã, sentindo-o aquecer aos poucos
o que era duro e frio. Foi dar alma e vida àquela boneca
triste, foi fazê-la descobrir a gratidão por
ser mulher, linda, divina... De ser absoluta.
Dançar foi ir minando e destruindo. pouco a pouco.
o medo do que os outros vão pensar, a timidez, os tabus.
Foi quebrar com regras que não eram suas, que lhe foram
impostas e que, docilmente, ela as aceitou porque assim lhe
ensinaram que devia ser.
Dançar foi recobrar a consciência, despertar
de um longo sono, e deixar de ser o arquétipo da bela
adormecida, que a ela lhe parecia tão intocável,
ingênua e vazia de conteúdos, para descobrir
potencialidades, sonhos, desejos e, principalmente, a capacidade
de colocá-los em prática no viver diário,
de viver com paixão.
Dançar foi construir para si mesma um universo de beleza,
cor, sedução, magia e amor. Foi soltar aos poucos
cada parte de seu corpo, como se um gentil amante a despertasse
a cada novo momento de entrega, a cada toque e a cada beijo.
Um despertar através dos movimentos tão sutis
e maravilhosos, antigos e cravados na essência feminina,
que partiam de cada átomo, de cada célula do
seu ser.
Assim, pouco a pouco, uma nova roupa ia se construindo para
a mulher que ali se revelava. Não mais boneca, mas
um Ser Feminino de corpo, alma e espírito, com essência
própria pulsando nas batidas de seu coração.
Dançar foi permitir alçar novos vôos e
descobrir que havia se esquecido de suas origens, e delas
relembrar. Foi, num momento de puro êxtase, alegria
e satisfação, perceber ali, de frente para aquele
espelho, os olhos irradiando pura luz de contentamento, que
não era boneca, que não cabia na forma imposta,
que era fada, tinha vida, sangue e fogo correndo nas veias.
Tinha alma feminina, repleta de mistérios e de mundos
desconhecidos, a que poucos conseguem se aventurar a conhecer.
Na dança, ela não tinha que agradar a ninguém,
a não ser a si própria, muito menos ser perfeita
em técnicas ou ainda ser "bonita" nos padrões
que um mundo de trevas e malícia quis lhe impor.
Na dança, descobriu o sagrado, a coragem. Aprendeu
a ousar, libertou-se dos grilhões que o mundo humano
quis lhe colocar.
Quando dançava, ela se tornava uma só com o
Criador, com o Absoluto, com estrelas, sol, árvores,
flores, fadas, fogo, terra, água e ar.
Dançar, querido leitor e querida leitora, foi voltar
às origens, a ponto de partida e, mesmo aprisionada
num corpo de carne/matéria, ver que a alma pode, no
decorrer da canção, elevar-se como nunca, experimentar
novamente a sensação de estar em casa, de voltar
ao lar, à Fonte de Amor de onde todos nós viemos,
com a saudade saciada e energia renovada.
E sempre que ela quer reviver toda essa magia e encantamento,
para abastecer o seu Ser e alimentar a sua Essência,
ela precisa simplesmente... DANÇAR. |
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Débora Rodrigues dos Santos
Pedagoga dbrsantos@yahoo.com.br
Piracicaba/SP |
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| Cada parte do corpo que mexe, mexe
com você internamente |
| Liliane Schneider estreou recentemente
em público mas já percebeu, e retrata aqui, como
a vivência da dança é nitidamente holística.
E faz um alerta importante:não é preciso um corpo
perfeito para dançar, basta se entregar e pegar o clima. |
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Não sei ao certo quando surgiu minha admiração
pela dança ventre. Só sei que, desde muito pequena,
tinha em mente que um dia ela faria parte da minha vida, e neste
ano, finalmente, consegui concretizar isso.
O que posso dizer agora, conhecendo um pouco melhor, é
que ela é muito mais do que imaginara. Eu tinha uma visão
apenas estética da dança... Apesar de saber de
alguns outros benefícios, não tinha noção
do que isso significava na prática.
A dança do ventre mexe muito com a auto-estima, desperta
a sensualidade da mulher (que não quer dizer sexualidade
mas, sim, um poder que toda mulher tem e que, por diversos motivos,
pode acabar reprimindo), trabalha a mente. E alivia o est resse,
faz você esquecer dos problemas, permite adquirir consciência
de cada parte do seu corpo, aprender a dominá-lo, a admirá-lo!
É um processo muito bonito...
Cada movimento que você faz tem um significado, cada parte
do corpo que mexe, mexe com você internamente, com seus
chakras, com suas emoções... É bem interessante...
Bem difícil também! É preciso paciência,
mas vale a pena!
Além disso, acho que, embora hoje a dança do ventre
não seja mais usada na forma de “ritual aos deuses”,
ela pode continuar contemplando esse aspecto mais espiritual
também. Tudo depende do nível de envolvimento
e de amor que se põe naquilo, na hora em que se está
fazendo.
E se engana quem pensa que é preciso um corpo perfeito
para dançar. Qualquer mulher pode dançar! O grande
segredo é não ter vergonha do seu corpo, pensar
nele como algo sagrado (tão sagrado que Deus confiou
a ele o poder de conceber a vida). Penso que unindo essa “gratidão”
ao domínio técnico da dança, e uma roupa
que valorize, qualquer mulher se torna linda!
Eu recomendo. Aliás, não só a dança,
mas qualquer forma de arte que puder praticar, música,
pintura, teatro... - tudo que permita a expressão - faz
a gente se conhecer melhor e ver o mundo de uma forma mais completa. |
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Liliane Schneider
Estudante de Comunicação lili_sch@hotmail.com
Canoas/RS |
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| Uma experiência terapêutica
e espiritual |
| A evolução varia de pessoa
para pessoa, e seu preço toma tempo e energia, conta
a bailarina Jéssica Pulla. Mas permite a mulher se conhecer
e lidar melhor com seus próprios problemas, e até
– como é seu caso pessoal – conectar-se a
energias superiores. |
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Testemunhar sobre a dança do ventre na minha vida é
falar de mim, das transformações que esta vivência
me permitiu, e da forma como me conecto a energias superiores
através dela.
Hoje em dia, a mulher é forçada a deixar de lado
um pouco sua feminilidade, sua origem enquanto mãe, geradora
da vida, para dar lugar a executivas de sucesso: tornam-se excelentes
profissionais que estudam, cuidam da casa, dos filhos, e na
sociedade se igualam aos homens, porém, a essência
feminina é deixada um tanto de lado, e na maioria das
vezes isto não é percebido.
Para mim, foi importante tomar consciência disso. Iniciei
a dança aos 19 anos. Uma menina que estuda, trabalha,
se arrisca a cuidar da casa, uma menina como todas as outras.
Porém, esta dança permitiu que eu me redescobrisse,
me conectando com energias positivas de mulheres de outros tempos.
A dança do ventre é fantástica porque nã o
é uma dança qualquer: é uma arte milenar,
envolve toda uma cultura, uma história. Uma história
que se mistura à história da própria mulher,
de sua origem, de sua função como progenitora
do mundo.
Para mim, dançar nos primeiros tempos era apenas um hobby.
Hoje é uma necessidade.
Nos primeiros shows era difícil sorrir e olhar para as
pessoas... aos poucos, a cada apresentação, ganhei
segurança, e consegui ousar, sorrir para o público,
dançar com o objetivo de realmente agradar a quem assiste...
A cada apresentação, um ritual: preparar o figurino,
maquiagem, prender a roupa firmemente, conhecer bem a música,
e simplesmente... dançar! É gratificante ver a
expressão de admiração no público!
Compensa todas as horas de ensaio, de estudo, de suor... Hoje,
não consigo imaginar minha vida sem esses momentos tão
especiais... e únicos! Através deles, é
possível embelezar acontecimentos, alegrar momentos e
ocasiões especiais.
A dança do ventre permite a mulher se conhecer, se expressar
e se encontrar com o divino, mantendo viva a energia feminina
do universo, e a fortalecendo e inovando, justamente por tratar-se
de uma dança milenar.
O aprendizado, entretanto, toma tempo e energia. A evolução
varia de pessoa para pessoa. Mas, sem dúvida, trata-se
de uma dança nitidamente terapêutica, permite a
mulher se conhecer e lidar melhor com seus próprios problemas,
se reencontrando e se tornando mais feminina, revitalizando-se,
através dos movimentos, da música, da expressão,
da sua história. |
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Jéssica Pulla
Bailarina e Bacharel em Administração jessicapulla@yahoo.com.br
Porto Alegre/RS |
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| A dança em verso |
| A escritora, e também dançarina,
Carolina Salcides reforça o que foi dito até aqui,
mas em tom poético – e com muito talento. Deixa
um recado também, encerrando esse nosso aceno reverencial
ao sagrado poder mágico de toda fêmea. |
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DANÇA DAS DEUSAS
Danço para mim mesma
Danço com minha'lma
Danço para celebrar a vida
Que através de mim se espalha
Exalto as Deusas
Movo a terra
Espalho vida, dança
Alegria, esperança
Desperto o encanto
E fascínio a todo canto
Provoco mistério
Te tiro do sério
Porque a arte, a magia e o mistério
Escondem-se sob minha saia
Mostram-se na minha dança
Que traduz minha essência
Minha ânsia de vida e beleza
Porque danço com as Deusas
Danço com as luas
Como as ondas dançam no mar
Como as nuvens que se exibem no ar
Assim a dança me faz...
Faz exalar-me como as flores
Faz-me bela como os amores...
TEU VENTRE
Ventre, alicerce de teu corpo.
Foco total de tua dança.
Trabalhas com o quadril
E moves todas energias que te circundam.
Teu ventre é o alto e o baixo.
Morte, vida renascimento.
É o pai e a mãe.
Centro do universo
Teu ventre é movimento.
Ventre sagrad o.
Centro de tuas emoções...
Ventre do desafio
De tuas sensações em relação à
vida.
Teu ventre é tua força, mulher!
Descubra essa força.
Movimenta-te
E descubra lugares antes adormecidos...
Pois a dança ativa tuas células
A dança te impulsiona
A conhecer lugares dentro de ti
Os mais sutis lugares...
Descubra-te mulher!
"O nosso corpo é a nossa primeira forma de
expressão, antes mesmo de emitirmos um som, nos comunicamos
através dele."
Dançar para mim é como respirar: me renova,
me mantém viva. Danço nem que seja arrumando
a casa. Preciso sacudir minhas células, fazer com que
elas vibrem e, assim, todo meu corpo e alma se equilibram.
Se não dançar, viro outra mulher: uma mulher
mal-humorada, sufocada e sem brilho. Preciso dançar
para mim, para os outros, para a vida. Dançar alegra,
embeleza e liberta. Como viver sem isso?
Acredito que a mulher que descobre o prazer da dança
descobre a si própria. Ela reencontra suas mulheres
passadas, sua Deusa, seu poder. A dança do ventre me
passa isso, ela é a mais feminina e sensual de todas
as danças, celebramos a espiritualidade e a força
feminina, transmitimos beleza e liberdade por meio de nossa
expressão particular.
Dançar é expressar-se, conhecer-se e permitir-se.
E aquela que se conhece encontra sua luz, equilibra seus ritmos,
comanda sua vida e guia seu destino.
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Carolina Salcides
Poeta e Acadêmica de Letras
kabutterfly@hellokitty.com
Porto Alegre/RS |
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