A sociedade estimula os homens a irem
para a luta, desde cedo, a formarem um bom currículo,
a sonharem com altos cargos e salários. Mas este contexto
aos poucos está mudando, e mais do que isto: a Administradora
e Consultora de RH, Débora Korndorfer, questiona aqui
o que é, afinal, um “bom currículo”
e aponta sugestões criativas para mulheres que aos
30 anos querem reavaliar a carreira profissional. |
É muito comum, atualmente, as mulheres chegarem
aos 30 anos e pararem para procurar ou avaliar a carreira
profissional. Seja por motivo de dedicação ao
lar, ou mesmo por ter se dedicado aos estudos e não
ter experiência, a pressão é a mesma:
“30 anos e eu não tenho um bom currículo...”
Do outro lado, temos uma sociedade que empurra os homens desde
cedo a buscar o "pão de cada dia"; a mídia
também é bastante direcionada à vida
executiva de sucesso e aos passos que se deve seguir para
chegar a presidências e altos cargos de gestão.
Fazendo, assim, com que nossos amigos homens cheguem a caminhos
mais concretos para formação de um "bom"
currículo.
No entanto, não podemos nos entregar assim. Primeiro,
porque esta realidade vem mudando aceleradamente desde as
décadas de 70 e 80. E, segundo, porque temos muitas
alternativas, a começar pela pergunta: o que é
um bom currículo? T á
tudo bem querer ser diretora da maior multinacional do segmento
de telecomunicações nesta altura do campeonato...
Vai ser difícil (não impossível)... Agora,
se você parar e pensar em quais são os seus gastos
fixos, que reservas financeiras são necessárias
para se ter férias decentes todo ano e algumas extravagâncias,
o que deseja obter e construir em “X” tempo, vai
chegar à conclusão que não é necessário
passar pelo estresse da diretoria da multinacional para ser
feliz. E esse, sim, é o bom currículo: ter e
fazer o que se gosta!
Na realidade, é muito mais simples para mulher obter
trabalho. Entende-se trabalho por fonte de renda e, não,
emprego. A começar pelo mercado de prestação
de serviços: massagem, estética, consultoria
do lar, venda direta (porta-a-porta), pesquisas de mercado,
entre outros. Sem contar que, usando a criatividade e uma
boa rede de contatos (networking), você pode ganhar
uma bela grana, principalmente com nossos desorganizados homens.
Conheço uma mulher que fatura em torno de R$ 2.500,00/mês
assessorando seis homens. Sabe o que ela faz? É a esposa
contratada. Faz compras, paga conta, cuida da contratação
de serviços do lar, tudo do jeitinho particular de
cada um. Não tem carteira assinada nem vínculo,
apenas uma pequena empresa para fins de tributação.
Aos 38 anos, após um divórcio e com filhos para
sustentar, ela iniciou a atividade assessorando o próprio
ex-marido, após colegas dele, e hoje tem lista de espera.
Mas como ela mesma diz: “a eficácia está
na boa prestação de serviços e confiança,
preciso ser uma esposa fiel e zelosa, mesmo que por contratação!!!”.
O lema principal é inovar, não se deter em mídia
direcionada a estudantes e mercado executivo de trabalho.
Procurar assessoria profissional, com ênfase em autoconhecimento
e alternativas rentáveis, é outra boa opção
para saber de seus potenciais e por onde começar. Depois
é executar. "Tente, invente, faça uma carreira
diferente"! |