Em 2002, eu estava vivendo um momento difícil, tanto
na minha vida pessoal como na profissional. Estava inconformada
pelo modo como as coisas aconteciam. Por mais que eu me dedicasse,
as coisas não andavam, me sentia literalmente nadando
sem chegar a lugar nenhum. Hoje, olho para trás e vejo
que esses momentos difíceis foram necessários
para que eu pudesse aprender as lições de valor
e descobrir quem eu realmente sou.
Todos somos presenteados com certos potenciais, mas o que
fazemos com esses dons é um problema pessoal. Depois
que me reestruturei no mercado de trabalho e me harmonizei
com a minha família, fica muito mais fácil falar.
Só depois de superar esses momentos delicados é
que pude perceber que a vida não consiste em apenas
encontrar as pessoas certas e, sim, me tornar “a”
pessoa certa. Qualquer tipo de relacionamento - seja uma amizade,
um romance, uma sociedade - tem a sua chave no próprio
equilíbrio. Todos temos capacidade de viver com mais
prazer e felicidade, para isso só precisamos enxergar
melhor.
E foi aí que os estudos (em geral) entraram no meu
caminho.
Com astrologia, tarô, cabala, pude perceber que dentro
de mim existe uma infinidade de talentos. Quando consegui
acessar essas informações, encontrei meu caminho.
Mesmo com a astrologia, que é uma ferramenta maravilhosa
de previsão, não é possível adivinhar
o futuro, mas apenas antecipar prováveis efeitos de
nossas próprias ações em nossa vida.
As oportunidades sempre surgem, mas é improvável
que alguma coisa aconteça se você se esconder
do mundo e não sair buscando por ela lá fora.
Em março de 2002, eu estava trabalhando no centro do
Rio de Janeiro. Durante uma pausa nos afazeres, decidi folhear
um jornal que estava no meu carro. Li que haveria uma palestra
sobre diversos temas esotéricos, que começaria
dali a uma hora. Percebi que era um sinal. Larguei tudo e
fui para o evento. Ao escutar todos os diversos conceitos,
que para mim eram novos, foi como uma se uma luz apontasse
um caminho.
Daquele dia em diante, dediquei-me de corpo e alma a esses
estudos, com que me identifiquei totalmente. Mergulhei fundo,
abri mão de diversão, festas, viagens, pois
sentia que, se não aproveitasse esse momento, não
teria outra chance. Passei em pouco tempo de uma completa
leiga para uma profissional atuante. As oportunidades começaram
a desabrochar em meu caminho de tal forma que eu nem dava
conta de todas.
A conclusão a que cheguei foi que, embora as oportunidades
futuras fiquem indicadas no nosso mapa, cada um tem o livre-arbítrio
de aceitá-las ou recusá-las. Por isso, é
essencial escutar nossos sonhos e anseios, e perceber quando
aquela voz interior começa a falar mais alto dentro
de você. Quando se percebe esse chamado, tudo flui harmoniosamente
e encontra um propósito na sua existência.
As coincidências não existem, e a pedra que muitas
vezes nos parece um obstáculo, nada mais é do
que um degrau para subirmos a um patamar mais elevado. A astrologia
me ajudou muito, mostrando para que lado está o vento
da minha vida. Pois o vento sopra para todos, tenho certeza.
Mas se você posiciona a vela do seu barco a favor ou
contra esse vento, isso é o que vai decidir se você
chegará ao seu objetivo ou não. Por isso, passei
a dedicar grande parte do meu tempo a mostrar essa verdade
às pessoas que, como eu, estavam perdidas, com seu
barco desgovernado no oceano da vida.
Com esse conhecimento, passei então a ajudar pessoas
que ficavam batendo com a cabeça na parede, reclamando
que a vida é injusta. Não é a vida que
é injusta, somos nós que nos grudamos em nossos
problemas como carrapatos.
Seja qual for o rumo que você queira tomar, lembre-se:
você não é o problema e muito menos é
o planeta que lhe causa um problema. É você que
desencadeia o problema com seu comportamento, pensamento,
emoções e seu condicionamento. O astrólogo
pode ser um catalisador para estimular em você o desejo
de crescer, indicando os caminhos para isso. Encare suas situações
problemáticas como professores disfarçados.
Às vezes é através de uma pessoa rude
que você recebe uma mensagem necessária para
libertar-se de um padrão de dificuldades.
Hoje aprendi que não posso julgar quem deve ser esse
professor e tento vislumbrar a lição contida
no comportamento do outro. Aprenda com as experiências
das pessoas, você não precisa passar pela dor
para fazer essa grande descoberta. Nós escrevermos
a nossa própria história. Os planetas não
regem o destino. As pessoas regem seus próprios destinos,
e o fazem de maneira mais eficaz quando estão cientes
de um ritmo universal. Cabe a nós nos libertamos dessa
freqüência e não sermos mais vítimas
das circunstâncias.
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