As pessoas regem seus próprios destinos. Os planetas, não. E quem afirma, justamente, é uma astróloga. A carioca Mônica Burich conta sua experiência pessoal, mostrando-nos o quanto podemos transmutar nossas vidinhas ao escutarmos aquela voz interior que nos guia.
As oportunidades ou resistências estão mapeadas em nosso caminho astrológico mas a reflexão que Mônica propõe aqui afirma que cabe a nós não sermos vítimas de nossas circunstâncias.
 
Os planetas não regem o destino

Em 2002, eu estava vivendo um momento difícil, tanto na minha vida pessoal como na profissional. Estava inconformada pelo modo como as coisas aconteciam. Por mais que eu me dedicasse, as coisas não andavam, me sentia literalmente nadando sem chegar a lugar nenhum. Hoje, olho para trás e vejo que esses momentos difíceis foram necessários para que eu pudesse aprender as lições de valor e descobrir quem eu realmente sou.
Todos somos presenteados com certos potenciais, mas o que fazemos com esses dons é um problema pessoal. Depois que me reestruturei no mercado de trabalho e me harmonizei com a minha família, fica muito mais fácil falar. Só depois de superar esses momentos delicados é que pude perceber que a vida não consiste em apenas encontrar as pessoas certas e, sim, me tornar “a” pessoa certa. Qualquer tipo de relacionamento - seja uma amizade, um romance, uma sociedade - tem a sua chave no próprio equilíbrio. Todos temos capacidade de viver com mais prazer e felicidade, para isso só precisamos enxergar melhor.
E foi aí que os estudos (em geral) entraram no meu caminho.
Com astrologia, tarô, cabala, pude perceber que dentro de mim existe uma infinidade de talentos. Quando consegui acessar essas informações, encontrei meu caminho. Mesmo com a astrologia, que é uma ferramenta maravilhosa de previsão, não é possível adivinhar o futuro, mas apenas antecipar prováveis efeitos de nossas próprias ações em nossa vida. As oportunidades sempre surgem, mas é improvável que alguma coisa aconteça se você se esconder do mundo e não sair buscando por ela lá fora.
Em março de 2002, eu estava trabalhando no centro do Rio de Janeiro. Durante uma pausa nos afazeres, decidi folhear um jornal que estava no meu carro. Li que haveria uma palestra sobre diversos temas esotéricos, que começaria dali a uma hora. Percebi que era um sinal. Larguei tudo e fui para o evento. Ao escutar todos os diversos conceitos, que para mim eram novos, foi como uma se uma luz apontasse um caminho.
Daquele dia em diante, dediquei-me de corpo e alma a esses estudos, com que me identifiquei totalmente. Mergulhei fundo, abri mão de diversão, festas, viagens, pois sentia que, se não aproveitasse esse momento, não teria outra chance. Passei em pouco tempo de uma completa leiga para uma profissional atuante. As oportunidades começaram a desabrochar em meu caminho de tal forma que eu nem dava conta de todas.
A conclusão a que cheguei foi que, embora as oportunidades futuras fiquem indicadas no nosso mapa, cada um tem o livre-arbítrio de aceitá-las ou recusá-las. Por isso, é essencial escutar nossos sonhos e anseios, e perceber quando aquela voz interior começa a falar mais alto dentro de você. Quando se percebe esse chamado, tudo flui harmoniosamente e encontra um propósito na sua existência.
As coincidências não existem, e a pedra que muitas vezes nos parece um obstáculo, nada mais é do que um degrau para subirmos a um patamar mais elevado. A astrologia me ajudou muito, mostrando para que lado está o vento da minha vida. Pois o vento sopra para todos, tenho certeza. Mas se você posiciona a vela do seu barco a favor ou contra esse vento, isso é o que vai decidir se você chegará ao seu objetivo ou não. Por isso, passei a dedicar grande parte do meu tempo a mostrar essa verdade às pessoas que, como eu, estavam perdidas, com seu barco desgovernado no oceano da vida.
Com esse conhecimento, passei então a ajudar pessoas que ficavam batendo com a cabeça na parede, reclamando que a vida é injusta. Não é a vida que é injusta, somos nós que nos grudamos em nossos problemas como carrapatos.
Seja qual for o rumo que você queira tomar, lembre-se: você não é o problema e muito menos é o planeta que lhe causa um problema. É você que desencadeia o problema com seu comportamento, pensamento, emoções e seu condicionamento. O astrólogo pode ser um catalisador para estimular em você o desejo de crescer, indicando os caminhos para isso. Encare suas situações problemáticas como professores disfarçados. Às vezes é através de uma pessoa rude que você recebe uma mensagem necessária para libertar-se de um padrão de dificuldades.
Hoje aprendi que não posso julgar quem deve ser esse professor e tento vislumbrar a lição contida no comportamento do outro. Aprenda com as experiências das pessoas, você não precisa passar pela dor para fazer essa grande descoberta. Nós escrevermos a nossa própria história. Os planetas não regem o destino. As pessoas regem seus próprios destinos, e o fazem de maneira mais eficaz quando estão cientes de um ritmo universal. Cabe a nós nos libertamos dessa freqüência e não sermos mais vítimas das circunstâncias.

 
Mônica Burich
Astróloga e Empresária
http://horoscopomonicaburich.blogspot.com
monicaburich@yahoo.com.br
Rio de Janeiro/RJ
Ilustração
Edição eletrônica sobre imagem de Alberto Belasco